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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Desespero, Parte III

E você sai correndo de lá, até esquecendo que estava apertado.
Quando você finalmente parou de correr, você se lembrou que precisava urgente de um banheiro. Você estava em uma rua comercial e entrou na primeira loja que viu.
A atendente foi até você e antes que pudesse abrir a boca para perguntar onde era o banheiro, ela te encheu de perguntas.
“Você já tem nosso cartão?” “Você já comprou aqui antes?” “Posso te ajudar em alguma coisa?” “Você está me ouvindo, senhor?” “Você fala minha língua?”
Você não entendeu metade das perguntas e respondeu não. Quando ia perguntar sobre o banheiro, ela te puxou pelo braço até o centro de criação de cartões da loja, lhe entregou uma fixa e mandou você esperar em um dos bancos disponíveis no local.
Como seu cérebro estava afetado pela vontade, você ingenuamente pensou que era para ir ao banheiro.
Quando finalmente apareceu o seu número, a pessoa sentada ao seu lado lhe indicou a direção que teria que seguir e você foi, todo feliz. Chegando no local, você percebe que não é o banheiro, e sim o lugar onde os torturadores cruéis prendem as vítimas que estão mortalmente apertadas para usar o banheiro.
A situação piorou tanto a ponto de você começar a pensar que ia perder a torneirinha. Você não conseguia falar com o torturador, ele dizia muitas coisas e não lhe dava espaço.
Ele pediu a sua documentação e você percebeu que deixou sua carteira no bar.


Continua... u_u

E lembre-se, uma pessoa transada é uma pessoa que já deixou de ser virgem.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Desespero, Parte II

Porque não ir aos fundos do lote e fazer no mato? Você tem vontade de se espancar por não ter feito isso antes, mas prefere deixar pra se bater depois de estar aliviado.
Faltando poucos passos para a porta, você ouve alguém chamar o seu nome - Bela hora para sua audição voltar ao normal! -, então você vira e sorri da maneira mais falsa que você consegue no momento.
A pessoa lhe pediu para se juntar a ela. Adivinhe em que! Ele estava apreciando o seu copo de cerveja enquanto o Barman servia um pouco para você também.
Aquele liquido amarelado jorrando em seu copo, você só consegue pensar em como seria se você também estivesse derramando um liquido amarelo.
Você tenta segurar as lágrimas, mas não consegue.
Ele insiste que você se sente para beber com ela, e você vai, tentando disfarça o choro.
Ele não percebe que você estava chorando - parabéns, você sabe disfarçar. -.
Você se senta no banquinho do bar e cruza as pernas, para segurar enquanto estivesse ali. Ele que está sentada ao seu lado nota que cruzou as pernas, esboça um sorriso um tanto quanto malicioso e chama o Barman para dizer que os drinks serão por sua conta (Por conta dele, ta?).
Você estranha a expressão dele, mas já não consegue mais racionar também. Como não tem escapatória, você fica no bar, mas evita ao máximo olhar para qualquer bebida.
Ele nota que não tocou no seu copo e pergunta:
      - Aconteceu alguma coisa, doçura?
Você demora um pouco para perceber que ele acha que você gosta da fruta e quando finalmente cai a ficha,



Continua... u_u


E lembre-se, lixo: coisas que jogamos fora. Coisas: lixos que guardamos.

Desespero, Parte I

Sabe quando você ta com aquela vontade de usar o banheiro, mas está em um lugar que não conhece? Está até suando e tendo miragens. Até que finalmente alguma pessoa caridosa e de alma pura lhe mostra o caminho para o santuário e você vai lá, saltitando mentalmente, por não conseguir fazer isso de verdade, caso contrario desastres ocorreriam. Seus olhos começam a lacrimejar de felicidade e a cena parece se passar em câmera lenta. Você tropeça em um pirralho de uns 5 anos, que parece que para na sua frente só para atrasar o seu encontro magnífico, mas você o empurra, ele cai no chão e você o deixa chorando, enquanto continua sua jornada. Você finalmente avista a porta e segura a maçaneta. Já não consegue mais conter as lagrimas. Quando você abre a porta do que pensava ser o lugar mais perfeito de todo o universo, você dá de cara com uma placa dessas:


Você sai do banheiro, derrotado, e da de cara com uma mulher - Sim, a mãe do pirralho que você empurrou. - ela parece nervosa e fala algo que você não consegue entender, pois a vontade obstruiu seus ouvidos.
Seus pensamentos estão entre suicídio e fazer ai mesmo, mas você dá muito valor a vida e a dignidade.
De repente surge uma ideia... 

Continua... u_u

E lembre-se, não espere o erro, faça com que ele aconteça.

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